• Casa Mães para Sempre

Precisamos humanizar o luto gestacional

Nós falamos tanto da humanização do parto, mas quando se trata da perda gestacional e neonatal, a humanização passa longe!

Apesar de todos os avanços na área da saúde, o Brasil não tem políticas públicas que contemplem a assistência à saúde da mulher diante da perda gestacional e neonatal.

A Política Nacional de Atenção Integral à Saúde Mulher (PNAISM) não traz, em sua estrutura de organização, nenhum serviço de saúde que possa atender as mulheres que passam por essa situação.

Além da falta de políticas, há um despreparo por parte dos profissionais de saúde para lidar com a situação, o que coloca muitas mulheres em situações de violência, como serem alocadas em quartos na presença de mães felizes com seus bebês ou parindo e não terem o direito de se despedirem dignamente de seus filhos.

Incluir a demanda do luto materno no âmbito do SUS é dar continuidade ao atendimento dessa mãe, cujas necessidades não se esgotam no momento da morte de bebê. Ela demanda novas necessidades e formas de atendimento diante do grande desafio de enfrentamento e reconhecimento da morte do seu filho.

Que todas as mulheres possam vivenciar a despedida de forma digna e respeitosa. Tendo o direito respeitado de ver o rosto de seus filhos, abraçá-los, registrá-los e enterrá-los.

Que todas as mulheres possam ter uma rede de apoio capaz de oferecer cuidado e assistência.

Foto de @paulabeltrao_photography que realiza o trabalho sensível de registrar bebês que morrem na barriga ou logo após o parto.

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A Casa Mães para Sempre é um centro de apoio aos pais e mães enlutados.

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